terça-feira, 7 de abril de 2009

Revolução nas Artes e nas Ciências

Capítulo 5: Revolução nas Artes e nas Ciências
No começo do século XX, as pessoas tinham a sensação de que a maneira tradicional de ver o mundo e de viver nele estava se dissolvendo. O velho estava se acabando, e o novo brotava.
A ideia de arrebentar o passado e moldar uma outra civilização empolgava os corações e as mentes de muitas pessoas de todo o planeta. Esses sentimentos atingiram os artistas, escritores e cientistas, na Europa, nos EUA e na América Latina. Também eles queriam chutar o passado e criar o futuro.

No início do século XX, a ciência também viveu a sua revolução. Tudo começou com a célebre Teoria da Relatividade, do físico alemão Albert Einstein. Ele foi, disparado, o cientista mais influente do século. Virou de cabeça para baixo todos os fundamentos da Física, alterou radicalmente tudo aquilo que os cientistas compreendiam do espaço, do tempo, da matéria e da energia. Revelou que o Universo é, na verdade, bem diferente do que aquilo que enxergamos no dia-a-dia.

Einstein disse que o tempo não é absoluto, ou seja, não passa de modo igual em todos os lugares. O tempo e o espaço são relativos, dependem da velocidade do observador. Quanto mais próximo da fantástica velocidade da luz (+/- 300 mil km/s), maior será a mudança em relação a um observador parado.

Tão importante quanto a Teoria da Relatividade de Einstein foi a descoberta da Mecânica Quântica no começo do século. Essa teoria foi produzida com a colaboração de muitos físicos notáveis. Ela mostrava que as partículas elementares não seguem as leis da natureza descobertas por Newton e que explicam os movimentos dos objetos comuns. É como se as partículas elementares fizessem parte de um outro tipo de Universo, com sua própria maneira de funcionar. A mecânica Quântica também superou a Física clássica na compreensão da energia e da luz.

Os avanços da Medicina no século XX foram os mais espetaculares da história. Doenças que matavam milhões de pessoas passaram a ser curadas. Isso foi possível, em primeiro lugar, ao crescimento econômico.
No início do século XX só foi evoluindo cada vez mais descobriram, por exemplo, que um pai de uma mãe de olhos escuros poderiam ter filhos de olhos claros. Em 1902 descobriram os fatores genéticos estavam contidos em células miúdas existentes nas células, os cromossomos.
Os remédios mais importantes foram os antibióticos. Eles foram utilizados em todo o mundo, um dos mais famosos foi a penicilina.
Várias doenças sérias podiam ser curadas com esse tratamento, só que a doença evoluiu e com a mutação genética da doença ela era imune a esse tratamento.

Sigmund Freud foi o criador da psicanálise, uma ciência que influenciou milhões de pessoas no século XX. A psicanálise estuda a vida psíquica.
A psicanálise mostra que não temos consciência de tudo aquilo que acontece em nossa mente, pois existe uma parte inconsciente que determina nossas vidas. Além de demonstrar como nossa mente e nossas atitudes são influenciadas pelo inconsciente.

Cultura Antropofágica Era a cultura de gente comer gente. Pois os Brasileiros deveriam ser antropófagos em relação à cultura eropéia. Ou seja, em vez de rejeitá-la deveriam absorvê-la.

A Revolução Mexicana

Revolução Mexicana

A independência aconteceu no inicio do século XIX, mas ela não representou melhoria para o povo mais humilde. As elites econômicas enriqueceram enquanto os trabalhares continuava pobre.
De 1876 até 1911, o México foi governado por Porfírio Diaz. A ditadura de Porfírio Diaz modernizou a economia do México, mas aumentou os problemas sociais.

O liberalismo burguês

O estado mexicano era oligárquico. Havia gente rica protegida pelo governo, mas os outros grupos, não gostavam nada disso. Eles ficaram irritados, queria que o Estado passasse a ajudar tos os empresários. Ou seja a burguesia liberal queria que o Estado deixasse de ser oligárquico. Queriam as idéias políticas do liberalismo.

A Revolução de 1911

A revolução de 1911 foi realizada por duas classes principais: a burguesia liberal, destruindo o estado oligárquico, e os camponeses, exigindo terras.,

A dupla face da revolução

Camponeses exigiam terras. Liderados por Emiliano Zapata e Francisco Pancho Villa estavam armados até os dentes.
As greves dos operários impressionaram a burguesia. O líder camponês Zapata, que até então tinha apoiado Madero, percebeu que tinha sido enganado. Lançou o plano de Ayala, que exigia uma reforma agrária imediata.
Madero era incapaz de controlas. O melhor seria colocar um general em seu lugar. O escolhido, comandante Huerta.
Pelo comando de Huerta, Madero foi assassinado. Mas os camponeses continuaram rebeldes. A revolução estava pegando fogo.

A guerra civil

Huerta ameaçava ser um novo Porfírio. Contra ele organizavam forças dos generais Carranza e Obregón, defendiam a constituição democrática.
Os camponeses também estavam prontos para dizer não ao general-ditador. A célebre Divisão Norte de Pancho Villa era acompanhada pelas tropas de Zapata.
Huerta fez tudo para resistir. Mas recebeu o golpe final na batalha de Zacratecas.
O governo e empresários dos EUA assistiam tudo isso roendo as unhas. As companhias inglesas interessadas no petróleo acreditavam que Huerta no poder era garantia de lucros. As empresas concorrentes concluíram q Huerta tinha que se dar mal. Em 1913, os fuzileiros navais desceram no porto principal do México.
Em 1914, as tropas rebeldes comandadas pelo general Carranza entraram vitoriosos na cidade do México.
Entre muitas revoltas, Carranza se consolidava governante do país. Em 1917, foi elaborada uma nova constituição e, semanas depois, ele era eleito presidente.




Constituição de 1917:
mais avançada

É então convocado uma Assembléia Constituinte, na cidade de Querétaro, que foi assistido por membros somente pró-Carranza, foram excluídos de todos os seus inimigos ou desafeto. Os membros do Congresso desenvolveram uma nova Constituição Federal. Muitos artigos com reformas foram introduzidas, ou completamente novas, especialmente em sobre a reforma agrária, que promoveu a distribuição de terras, e que ele vê à proteção da classe trabalhadora. Além disso os artigos que legislaram sobre problemas religiosos e educativos, que chegaram a ser tema na Guerra Cristera com Plutarco Elías Calles. Fria, mas no decorrer das seções, o projeto foi alterado a sua forma final, que obteve, foi possível aprovar a Constituição da 5 de Fevereiro de 1917.

Entre as suas normas fundamentais, nomeadamente:
• Artigo 1 determinou a prestação de "segurança" ou de direitos individuais de todos os tipos de pessoas.
• Artigo 2 proibida escravidão.
• Artigo 3 estabelecido secular da educação para escolas e particulares.
• Artigo 4 prevê a liberdade de trabalho.
• Artigo 5 proíbe a criação e os votos religiosos de ordens religiosas.
• Artigo 7 prescrita a liberdade de imprensa.
• Artigo 24 estabeleceu a liberdade de crença, mas proibido qualquer acto de culto externo fora dos templos ou casas particulares.
• Artigo 27 estabeleceu o velho princípio da dominação do espanhol nação subterrânea. Estabelecida a distribuição de terras e perpetuado a nacionalização dos bens da Igreja e para proibir a existência de escolas religiosas, mosteiros, bispos e outros.
• Artigo 39 estabelece o princípio da soberania nacional.
• O artigo 40 assinala que o sistema de governo era uma república representativa, democrática e federal.
• Artigo 49 do ano dividiu o poder supremo da Federação em três ramos: legislativo, executivo e Federal
• Artigo 50 afirmou que o Congresso Legislativo deverá ser constituída por um Congresso com duas câmaras, uma câmara alta e uma baixa, ou seja, os senadores e deputados.
• Artigo 80 consagradou como depositário do Executivo Presidente dos Estados Unidos Mexicanos.
• O artigo 94 estabeleceu as bases do Poder Judiciário da Federação.
• Artigo 107 instituiu o "juicio de Amparo."
• Artigo 115 estabeleceu as bases da livre município.
• Artigo 123, estabeleceu um sistema de defesa da classe trabalhadora

A Crise de 29

A Crise de 29
EUA: primeira potência

Quando a Primeira Guerra Mundial terminou -1918, os EUA eram, disparados,o país mais rico do planeta.De cada 100 carros que o mundo produzia,85 eram americanos.As fábricas americanas sozinhas produziam mais q o quíntuplo de automóveis de todas as outras fábricas do mundo.
Os EUA eram os maiores produtores mundiais de aço, comida enlatada, máquinas, rádio, petróleo, carvão entre outros.
A cada dia novas fábricas, novas plantações, novos investimentos.Foi uma época de euforia para os empresários, porque os lucros não paravam de crescer.

Os loucos anos 20:

A década de 20, ficou conhecida com a dos loucos anos 20.Foram dez anos de festas para quem era maior de idade e pertencia a classe média ou à burguesia.
Nessa época a valsa foi tocada pela dança charleston.Clubes e boates ficavam cheios de pessoas excitadas com a música.
Como o capitalismo torna tudo em lucro, foi criado o cinema, como indústria de diversão.

A bolsa ou a vida:

Quase todas as grandes empresas capitalistas têm vários sócios.Cada sócio possui uma certa quantidade de ações.Se um sócio possui 30% das ações, ele é dono de 20% de tudo q á na empresa.
As ações podem ser negociadas na bolsa de valores, que é uma instituição típica do sistema capitalista.A primeira do Brasil foi a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro fundada em 1876.
Com a procura (muita gente querendo comprar as ações da tal empresa) é maior do que a oferta (a quantidade de ações oferecida no mercado é limitada), o preço das ações sobe.
Nos EUA dos anos 20, as ações se valorizavam por causa da euforia econômica. Mas, quando apareceram as primeiras notícias de falência de empresas, todos os investidores se apavoraram e trataram de vender as ações, o que fez com que os preços fossem caindo sem parar. Até acontecer o crack (quebra) da bolsa.

A Lei Seca e os gângsteres:

De 1920 a 1933, o governo americano impôs a Lei Seca. Ficou proibida a fabricação ou a venda de bebidas alcoólicas nos EUA. Nunca se bebeu tanto no país, talvez pelo gostinho embriagante do proibido.
Nessa época surgiram os gangsteres, que eram quadrilhas de bandidos que se aproveitavam da Lei Seca para fabricar uísque clandestinamente, contrabandeavam bebidas, exploravam cassinos e prostitutas.

O crack da Bolsa: começa a crise mundial:

Na quinta-feira negra, 24 de outubro de 1929, começou a pior crise econômica da história do capitalismo. A bomba estourou na Bolsa de Valores de Nova York. De repente o valor das ações começou a despencar. Os investidores correram para vender as ações, mas ninguém quer comprar, só vender.Um abismo que simplesmente levou a falência muitas empresas.
O crack (quebra) da Bolsa de Nova York era apenas o começo. Naquela época, a economia mundial já estava bastante interligada. A crise americana fez com que os EUA importassem menos aos outros países. Resultado: os outros países tinham uma porção de mercadorias que antes exportavam para os EUA e, agora, estavam encalhadas. Entravam na roda da crise também.
A crise se espalhou por quase todos os cantos.Houve milionários que, de uma hora para outra descobriram que não tinham mais nada. Muitos ex-ricos se suicidaram por causa disso. Para eles, o dinheiro era a própria vida. Mas quem sofreu mais fôramos trabalhadores. Milhões de pessoas ficaram desempregadas, o número de mendigos cresceu. Nos EUA milhões de pessoas marchavam juntas pedindo um pouco de comida. Homens e mulheres disputavam restos de comida nos depósitos de lixo, e adolescentes eram obrigadas a se prostituir para poder compra um pouco de salsicha e pão preto e em Londres crianças esfarrapadas pediam esmola.
A crise realmente começou em 1929, mas em 1930 ela piorou e piorava cada vez mais. Em 1934 a economia dos EUA produzia menos da metade do q produzia em 1929. Essa crise atravessou a década inteira, período que ficou conhecido como a Grande Depressão.

A superprodução:

O capitalismo é um sistema econômico baseado no mercado. Quase tudo o que precisamos é considerado uma mercadoria, ou seja, é produzido para ser vendido e comprado.
Desde Adam Smith predominava o ideal do livre mercado. Isso significava que cada empresário fazia o que o seu nariz mandasse.
Cada empresário só pensando em seus lucros, sem ligar para as conseqüências. Aí vem a crise. A burguesia precisava lucrar sem parar, e o empresário q não lucra estava a um passo da falência. Para aumentar, ou garantir os lucros, os empresários investem sem parar, um tentando devorar o outro concorrente e assim a economia vai crescendo.
Nos EUA dos anos 20, a produção econômica esqueceu espetacularmente e parte dos trabalhadores ainda vivia muito mal. As famílias operárias se entulhavam em cortiços imundos ou favelas recebendo pouco salário.
Os operários lutavam por seus direitos. O governo, porém, muitas vezes estavam do lado dos patões. Os anarquistas e comunistas eram perseguidos furiosamente e poderiam até ser executados na cadeira elétrica, acusados de
“causarem baderna”. Eis, então, a causa básica da crise de 29: a superprodução de mercadorias.
As indústrias investiram milhões de dólares produzindo coisas que o povo não tinha dinheiro para comprar. Os produtos ficaram encalhados nas prateleiras das lojas ou nos depósitos das empresas. Os empresários começaram a despedir os empregados porque não valia a pena produzir o que não seria vendido. A coisa piorava. A crise de superprodução levava ao desemprego; com o desemprego, o consumo era menor ainda; com o consumo menor, mais crises, mais desemprego, e assim por diante. Um ciclo infernal que quase parou a economia dos EUA.
Quando as primeiras empresas começaram a falir, os investidores se assustaram e tentaram vender suas ações na bolsa. Todo mundo apavorado, ninguém queria comprar. E aí veio o crack.
A superprodução e o livre mercado causaram a crise. O problema era gravíssimo.

A intervenção do Estado:

A economia estava um caos. O governo americano, seguindo a cartilha do liberalismo econômico de Adam Smith, mantinha os braços cruzados. E a economia foi afundando, até que em 1923, o povo elegeu Franklin Delano Roosevelt para presidente dos Estados Unidos. Roosevelt propunha uma grande novidade: o abandono do velho liberalismo econômico. Em vez de Adam Smith, o novo presidente seguia as teorias do economista inglês John Maynard Keynes.
A receita keynesiana era relativamente simples: para salvar o capitalismo de crise, era preciso botar o Estado intervindo fortemente na economia. Foi o que Roosevelt fez. Seu plano econômico chamava-se New Deal (em português: Novo tratamento) e acabou sendo imitado por quase todos os países do mundo.
Depois da crise de 1929, os países capitalistas deixaram de lado o liberalismo econômico e reforçaram a participação do Estado sobre a economia. Era o fim do liberalismo econômico. Começava agora uma nova fase do capitalismo, o chamado capitalismo monopolista de Estado. O governo americano adotou no plano de recuperação, o New Deal. Em primeiro lugar, o governo tentou planejar um pouco a economia que era invés,deixar o mercado um caos o Estado passou a vigiá-lo de perto, disciplinando os empresários,corrigindo os investimentos e fiscalizando as loucuras nas bolsas de valores.
Outra medida fundamental foi a criação de um vasto programa de obras públicas. O governo americano criou empresas estatais e também contratou empresas privadas para fazerem estradas, praças, barragens, canais de irrigação, escolas públicas etc. E as empresas começaram a desencalhar, vendendo produtos.
O New Deal criou leis que protegiam os trabalhadores e os desempregados, mas no começo, esse ponto foi rejeitado por muitos empresários. Sem entender direito, eles chegaram ao absurdo de acusar Roosevelt de ser comunista, mas na verdade, Roosevelt era um homem que via longe, e percebeu que para salvar o capitalismo da crise era necessário assegurar um consumo mínimo por parte dos trabalhadores. Só que o sistema não poderia continuar funcionando se os operários pudessem colher também alguns dos benefícios do crescimento econômico.
Outras medidas do New Deal pareciam irracionais,exemplo:o governo comprava estoques de cereais e mandavam queimar,ou então pagava aos agricultores para que não produzissem.Tinham milhões de pessoas passando fome e o governo destruindo comida.Mas o New Deal apenas seguia a lógica do sistema capitalista, ou seja, era preciso acabar com a superprodução de qualquer jeito.
O New Deal só deu um pouco certo nos primeiros anos, mas depois a coisa foi melhorando, e no final, a economia dos EUA só voltou a se recuperar mesmo a partir da Segunda Guerra Mundial (1939-45) essa foi à guerra que fez os governos encomendarem quantidades gigantescas de aço,maquinas,peças,mobilizando toda a indústria,e além disso,a guerra resolveu o problema do desemprego:milhões de desempregados simplesmente morreram nos campos de batalha.